quarta-feira, julho 12, 2006

Fateless: you can close your eyes, you can turn away, but you will never forget.


O filme é basicamente (mais) um relato de um sobrevivente e acrescenta pouco ao que já sabemos sobre o drama dos judeus durante a II Guerra Mundial. A história não é propriamente um primor, mas a perspectiva adoptada torna-a bastante interessante, sobretudo quando o realizador deixa ouvir o protagonista pensar, porque não é mais um filme quase totalmente comprometido com uma determinada visão do Holocausto . A fotografia (e as alterações da fotografia) e os planos que se aproveitam do jogo de sombras tornam Sem Destino num filme muito rico do ponto de vista estético, o que me parece ser um dos seus pontos fortes. Guardo para o final duas pérolas: a ambígua e insistente interrogação sobre a existência de câmaras de gás na Polónia que é feita por uma personagem anónima quando o protagonista regressa à Hungria, e a reflexão final do protagonista, que conseguiu ver entre as chaminés dos crematórios assomos de felicidade (sobre a qual ninguém lhe pedia para falar).

2 comentários:

Pedro F. Ferreira disse...

Exprimenta ler o livro. ;)

Pedro F. Ferreira disse...

ups! "Experimenta"