quarta-feira, agosto 02, 2006

Strings - we are all connected


Strings é sobretudo a história da viagem que Hal Tara empreende para vingar a morte do rei, seu pai, assassinado pelo líder do povo rival. O que Hal Tara não sabe é que - e por isso a viagem é para ele um engano - o pai se suicidou para lhe deixar o trono, e que a história do assassinato foi engendrada pelo seu tio. A viagem, no entanto, é uma viagem necessária, pois é toda ela um longo ritual iniciático para o protagonista, que inclui evidentemente, à boa maneira da tradição dos contos populares, a descoberta do próprio amor. E a força do amor é talvez o maior ensinamento que Hal Tara colhe da sua iniciação, ao descobrir que com o verdadeiro amor é capaz de se superar a si próprio fazendo coisas que à partida não seriam possíveis para uma marioneta (para uma marioneta porque o filme não é sobre humanos).

O momento em que Hal Tara descobre o amor (e também este amor pode ser lido na sequência de uma certa tradição literária - Romeu e Julieta, Tristão e Isolda -, dada a sua aparente impossibilidade) é amplamente explorado pelo argumento, pois algumas das ideias principais do filme são-nos apresentadas nesse momento, nomeadamente a ideia de que as marionetas estão todas ligadas porque terminam onde as outras começam.

A leitura do filme como uma metáfora da vida humana é mais ou menos inevitável, e, visto desse modo, haveria muito a dizer sobre os fios que nos ligam à vida, sobre o amor, sobre o facto de estarmos todos ligados...

1 comentário:

Pedro F. Ferreira disse...

Ainda por cá andas? Liga-te aos vivos, pá. Nem que seja por telemóvel. :)