quarta-feira, outubro 18, 2006

O silêncio incómodo

Às vezes chego a pensar que deturpo tudo e que tenho uma visão biliar da realidade. Hoje, não. Não, mil vezes não, porque não posso aceitar que o silêncio incomode as pessoas e as pessoas se vejam na OBRIGAÇÃO de falar. Estes foram os primeiros diálogos que tiveram comigo hoje.


- Ó Pedro, estás despenteado (hi hi hi).
- ...
- Despenteado e com essa barba por fazer nem pareces quem és (hi hi hi).
- Pois, deixarei de ter esse problema quando for careca. Até lá, vou andar assim.
- Sim, isso é verdade [disse isto enquanto passava a mão pela sua ampla calva].
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- Ó Pedro, isto está é para os professores, a fazerem as greves...
- ...
- Se tivessem de trabalhar como nós...
- ...
- Andam de barriga cheia, por isso é que fazem isto. E quem paga isto tudo são os nossos impostos. Se eu fosse ministro, punha tudo na rua. Tudo. Essa malandragem.
- ...
- Os alunos a quererem ter aulas e eles nesta pouca-vergonha.
- Pois, isto no tempo do Salazar é que era, não era?
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- Ó Pedro, então ontem o Benfica, hã? Aquilo é que foi. Uma vergonha. Quer dizer, é o Benfica, o maior clube nacional (eh eh eh). Hoje há-de haver aí uns trombudos, que nem falam. Eu gosto é de os ver assim.
- ...


E se se fossem F**** todos? O silêncio não incomoda ninguém. Só incomoda os palermas que já não aguentam viver com eles próprios e que por isso são incapazes de suportar o estarem com eles mesmos. Mas que culpa é que eu tenho? F***-se!
Pronto, já tive o meu momento catártico.

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